Ideologia de gênero e o neo-paganismo (1ª parte)

Marcelo Carvalho*

Nos aspectos morais continuamos a viver o neo-paganismo, contudo, diferente dos romanos (pré-cristãos) não havia naquela época uma moral cristã evidenciando uma alternativa a isso.

O caráter globalista da ideologia de gênero une segmentos tão díspares e antagônicos quanto se possa imaginar. Isso se percebe na adesão de amplos setores da esquerda à ideologia de gênero bem como na pressão exercida diretamente por vários governos, fundações (Ford, Rockfeller etc.) e ONGs em instâncias como a ONU, etc.. Recentemente, foi noticiado no dia do orgulho gay que várias representações diplomáticas dos EUA exibiam a bandeira do arco-íris, símbolo do movimento LGBT. Essa propaganda ostensiva do governo americano inaugura uma nova fase da ação do movimento. Também contribui para isso a forma tendenciosa com que a mídia interpreta as palavras do papa Francisco sobre a questão do homossexualismo. Continuar lendo

A direita e seus mitos sobre 1964

Rodrigo Sias*

Nos dois últimos artigos, centrei a análise do período militar sobre a ótica da esquerda e sua mitologia em torno do Regime de 64. Mas, como podemos ver com a reedição da “Marcha pela Família” há alguns dias, a direita também mantém seus mitos. Vamos aos três mitos principais.

Em primeiro lugar, se a esquerda pregava a revolução, a direita também não era tão democrática assim. Tentou impedir a posse de Getúlio, de JK e de Jango, e ensaiou um golpe em 1954. Havia uma enorme dificuldade em lidar com a democracia de massas e o populismo no contexto da polarização da Guerra Fria. Continuar lendo

Comentários a partir do jornal “Zero” da UFSC – Parte 2

Augusto Pola Júnior

Daremos agora prosseguimento à análise dos ocorridos na UFSC relatado pela edição especial do jornal “ZERO” – o jornal do curso de jornalismo da UFSC, cuja edição pode ser lida na íntegra aqui. No artigo anterior, é possível se inteirar a respeito do conflito entre polícia e estudantes. Prossigamos.

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Ainda os mitos de 1964

Rodrigo Sias*

A onipresença da CIA no imaginário popular e midiático contrasta com a nunca citada interferência soviética, essa sim, enorme e operativa, desde o início da Guerra Fria. Após a tomada comunista de Cuba, a ilha caribenha passou a ser um hub de espionagem e financiamento de guerrilhas no continente americano.

Hoje se sabe que havia vários agentes e espiões (soviéticos, cubanos e até tchecos) operando em solo brasileiro e dentro da burocracia estatal. Goulart foi informado, mas preferiu colaborar, inclusive devolvendo as provas a Fidel Castro, sob pretexto de não criar um “incidente diplomático” com o bloco comunista. Continuar lendo

Comentários a partir do jornal “Zero” da UFSC – Parte 1

Augusto Pola Júnior

Andando pela UFSC quando, em contra mão ao sentido que eu caminhava, passou uma moça e ofereceu-me, sem que ambos deixássemos de caminhar, a edição especial do jornal ZERO – o jornal do curso de jornalismo da UFSC. Esta edição especial aborda o recente episódio de confronto de esquerdistas contra a polícia no campus e a posterior invasão a reitora na tentativa de transformá-la em uma república de maconheiros. O jornal teve o cuidado de ouvir todos os lados e procurou, segundo o editorial na primeira página, ser imparcial. Para conclusões mais completa, recomendo a leitura que pode ser feita aqui. Passo então para análise das partes que julguei mais interessante da edição.

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Os mitos de 1964

Rodrigo Sias*

Com a chegada da data que marca os 50 anos da chamada “Revolução de 64” para os simpatizantes ou “golpe de 64” para os críticos, o imaginário brasileiro tem sido invadido por diversos lugares comuns, os quais pouco acrescentam ao entendimento histórico do período. Alvo de milhares de teses históricas a respeito, os anos do Regime Militar ainda seguem envoltos em uma enorme aura de mistificação. Primeiramente, a intervenção militar não surgiu por iniciativa da caserna. Continuar lendo

O Bullying da UFSC 3 – Os sequestradores da paz

Augusto Pola Junior

Quando escrevi em “O Bullying da UFSC 2” que “[…] nem se a UFSC se pronunciasse oficialmente a favor, por exemplo, da liberação das drogas, significaria que todos os que possuem vínculo com a universidade concordam com isso. O máximo, neste hipotético, mas não impossível, caso, seria concluir que parte influente da universidade compartilharia de tal opinião”. Eu já imaginava uma vibe de esquerdismo anti-polícia e pró-maconha na UFSC.

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