Quem somos

Somos um movimento de estudantes, ex-estudantes e professores universitários, independentes, principalmente da UFSC, interessados em pensar a sociedade atual do ponto de vista conservador. Nosso movimento e blog destinam-se, portanto, a ser veículos de produção e divulgação do pensamento conservador, no contexto dos países lusófonos.

O BLOG “UFSC CONSERVADORA” É UMA INICIATIVA INDEPENDENTE, SEM VÍNCULOS FORMAIS COM A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, SEM FINS LUCRATIVOS, DE MEMBROS DA COMUNIDADE ACADÊMICA . O CONTEÚDO DESTE BLOG É DE  RESPONSABILIDADE DOS AUTORES DOS TEXTOS OU VÍDEOS, E NÃO EXPRESSA OPINIÃO OFICIAL DA UFSC. 

HISTÓRICO DO BLOG

VOLTAMOS: como ser conservador na era do terrorismo digital

Antonio Pinho
Nosso blog da Juventude Conservadora retorna à internet após alguns meses.

Tive a ideia de criar tal movimento na UFSC após ter entrado em contato com o blog da Juventude Conservadora da UnB, de Felipe Melo. Via a urgência de levar tal ideia para o sul do Brasil, em virtude da delicada situação em que vive o povo brasileiro após uma década de um governo abertamente comunista, que apoia toda sorte de regimes autoritários, como Cuba, Venezuela e Iran.

É para mim uma realidade altamente angustiante ver-se cercado por uma cultura e por um meio a cada dia mais e mais anticristão, contrário aos valores legados historicamente pelo Ocidente, cujo principal é o primado da liberdade da consciência individual perante Deus. É hoje inegável que há forças nacionais e internacionais que trabalham conscientemente para a supressão dessa consciência, em detrimento da qual se erguem as bases de um mundo novo, no qual a individualidade não tem lugar. Nesse novo contexto, a autonomia do indivíduo é nula, porque instâncias invisíveis e virtualmente onipotentes de poder – estatais ou não –, de ramificações globais, já decidiram o destino de todos nós. E o pior de tudo, não fomos consultados, nem muito menos sabemos o que se passa nessas instâncias de poder. Muito pior ainda, o cidadão médio nem sabe da existência de tais poderes, e do fluxo histórico em que vive. Fomos todos julgados e condenados, como se fôssemos personagens do misterioso e surreal O Processo de Kafka. Tal como K., não sabemos quem nos julga. Porém, entre K. e nós há uma diferença drástica: K. fora informado de que estava sendo processado, ao passo que nós não. Condenados como estamos, pelos globalistas, as penas já estão a ser aplicadas, e ainda assim continuamos sem ser informados. Tudo se dá no mais completo silêncio. Vivemos imersos numa mais perfeita revolução silenciosa.

A América Latina caminha a largos passos rumo à formação de um grande bloco comunista, totalitário, cujo comando vem de Cuba. Para que isso não ocorra, cabe o início de um movimento nacional, consciente de sua missão diante da atual realidade política. Essa reação deva saber onde está o inimigo. Deve saber quem são os reais adversários e sua forma de ação. Para tanto necessitamos formar uma nova geração de pensadores conservadores que saibam onde está o inimigo, suas origens e forma de ação. Essa geração tem que ter uma visão coerente da realidade, exorcizada de todos os automatismos de pensamento e da mentalidade revolucionária de fundo marxista.

O grande adversário da liberdade na América Latina é o Foro de São Paulo, fundado por Fidel Castro e Lula, e suas dezenas de ramificações partidárias. O comunismo cubano nos liga a poderes muitos maiores, como o bloco formado por Rússia e China, os quais apóiam tanto o sanguinário comunismo das Coréia do Norte, como o fundamentalismo islâmico enraizado em nações como o Iran e propagado por todo o Oriente Médio pela ação da Fraternidade Mulçumana. Respaldando todas essas ramificações de poder, encontra-se a doutrina política eurasiana de Alexandre Dugin, professor em Moscou, e mentor intelectual do regime anti-Ocidental de Putin, cuja meta maior é a destruição dos EUA.

Além disso, a propagação do comunismo em nosso meio não estaria se dando com tanto sucesso se não fosse ancorada pelo marxismo dominante no meio da cultura – universidades e mídia.

Colocados diante desse quadro, estando cercados por todos os lados – educação, cultura, mídia, política – cabe-nos fazer uma pergunta: o que fazer diante de tamanha rede de poder de intenções destrutivas e totalitárias?

Antes de tudo, cabe-nos o estudo e a análise da situação, porque antes da guerra o inimigo tem que ser identificado. A primeira coisa é despertar, não se deixar ser enganado pelas ondas ideológicas em voga. E ocorre que hoje grande parte da intelectualidade brasileira está caminhando cega pela estrada globalista e esquerdista. Tendo formação precária não pode saber onde está o inimigo. O problema é que, como é fácil deduzir, a maioria absoluta da intelectualidade brasileira é parte do próprio inimigo, trabalhando inconscientemente, muitas vezes, para um propósito que desconhecem; servindo a um senhor cujo nome ignora.

Para barrar esse avanço do marxismo em nosso continente cabe aos conservadores atuar também nessas duas frentes: mídia e universidades. Pois dessas duas frentes sairá o apoio para uma posterior atuação política. Seremos derrotados? Isso não importa, pois ao menos não incorreremos no pecado da omissão. Porque ver o mal e nada fazer é já praticar o mal.

Aqui está nossa missão: reunir jovens universitários que estejam dispostos a estudar a atual realidade sócio-histórica e que atuem na cultura, numa verdadeira guerra cultural de longo prazo contra a guerra cultural silenciosa do marxismo. Movimentos universitários conservadores – como o pioneiro da UnB ou o da UFSC – têm uma importância histórica única, pois neles agora é que está se gestando uma nova intelectualidade a qual caberá restaurar nossa cultura ao alto nível que tinha até os anos 50/60 do século vinte – tempo em que a alta cultura brasileira se equiparava em muitos campos a alta cultura europeia –, antes maciça infiltração na esquerda marxista nos meios culturais, com o claro propósito de converter nossa nação ao comunismo, corroendo todas as suas bases cristãs.

Cabe-nos defender os valores legados pela civilização Ocidental Cristã, os quais têm sido destruídos de forma vil. Cabe-nos defender a cultura contra aqueles que querem reescrever toda a história, olhando o mundo através do filtro maligno dos olhos destrutivos de Marx. Cabe-nos defender a verdadeira liberdade, a liberdade do indivíduo, contra toda forma de coletivismo totalitário, contra toda forma de Estado onipresente e onipotente. E essa luta inicia na cultura, nas universidades.

Com esse pensamento nasceu o blog da Juventude Conservadora da UFSC: criar um veículo de informação e cultura universitária que quebrasse a hegemonia esquedista reinante. Foi uma luta inicialmente solitária. Não sabia se daria certo, mas sabia que algo tinha que ser feito. Logo foram aparecendo outros e mais outros. Uma rede de contatos e amizades muito rapidamente foi estabelecida, entre pessoas que tinham as mesmas ideias, propósitos e preocupações diante do atual estado de coisas. Em pouquíssimo tempo eu não estava mais só, e formou-se um grupo de estudantes que querem entender a atual sociedade, estudando-a.

Muito rapidamente vi que a minoria conservadora não era tão minoria assim. A repercussão no blog foi muito além do esperado. Em um mês, o último em que ficou no ar, ele teve 12 mil acessos. Isso foi em meados de 2012, na época em que as universidades federais estavam em greve. Grande parte do causador dessa tamanha repercussão foi um artigo no qual tratei da falta de razão do movimento grevista dos professores. O artigo foi lido por milhares de pessoas, muitas das quais da própria UFSC. Ou seja, a universidade não ignorava nossa existência, muito pelo contrário, ouvia-nos. Não sei se a larga repercussão de meu artigo teve alguma influência nisso, mas o movimento grevista dentro da UFSC literalmente se dividiu. Nas primeiras assembléias quase a metade dos professores votaram contra a greve, que acabou durando pouco, terminando bem antes que a maioria das outras universidades federais. No fim das contas, o início das aulas no segundo semestre de 2012 foi minimamente prejudicado na UFSC, ao contrário de outras universidades, como a federal do Maranhão, na qual o ano letivo de 2012 só terminou em 2013, fazendo com que os alunos não tivessem férias de verão.

O grande impacto que o blog da Juventude Conservadora da UFSC estava tento fez, obviamente, muitos inimigos dentro da esquerda. Toda a repercussão que narrei acima se deu em apenas três meses de existência do blog. Criado no início de junho de 2012, no dia 22 de agosto soube que ele estava misteriosamente fora do ar. Inicialmente pensei que fosse algo perpetrado por oposicionistas locais, mas o ataque que o blog sofreu foi algo a nível nacional. Vários outros sites e blogs conservares foram atacados exatamente na mesma época, como o blog de Julio Severo ou o Mídia Sem Máscara. Estava claro que era uma ação da esquerda articulada a nível nacional. Apesar da hegemonia da esquerda na grande mídia brasileira, tem se formado, na internet, uma mídia alternativa de alta qualidade e de grande repercussão. Basta ver o que ocorreu com o próprio blog Juventude Conservadora da UFSC, em sua primeira versão. Essa mídia alternativa e conservadora é a única na qual se pode confiar, e ela está chegando a um grande número de pessoas, quebrando o muro de silêncio da deliberada operação de desinformação da grande mídia. O pensamento conservador está sendo ouvido por cada vez mais pessoas pela internet, e isso preocupa enormemente a esquerda, que luta por manter sua hegemonia. E, para não perder a batalha na internet, a esquerda retorna às suas raízes de guerrilha.

Como é possível ver na própria página oficial do PT, o partido de Lula está deliberadamente promovendo o banditismo virtual. Findo o tempo da guerrilha armada, do período militar, o PT e toda a esquerda passaram três décadas lutando somente na silenciosa guerra cultural para inculcar em todo o povo a mentalidade esquerdista e revolucionária. Agora retornam a guerrilha, só que não tem mais o fuzil na mão, e sim o computador. Para exemplificar essa nova forma de terrorismo, em maio de 2012 o PT realizou, no Paraná, um encontro sobre “militância virtual” (1). Quem conhece o passado de José Dirceu e Dilma – além de tantos outros –, inegavelmente ligados ao terrorismo de esquerda, que assolou o Brasil nos anos 60 e 70, sabe que no dicionário do PT “militância” é sinônimo de “guerrilha”. Isso confessa o próprio PT em seu site oficial, no qual localizei um artigo que faz uso aberto da expressão “guerrilha virtual”. O mesmo artigo reproduz as palavras de Sérgio Amadeu da Silveira numa deliberada defesa de ações de hacker na internet para uso político. Reproduzo aqui parte desse artigo:

“[…] a comunicação em rede abriu espaço para pequenos e importantes atores. Décadas depois, os hackers, que surgem nos anos 60 com a utopia “democratizar a informação é democratizar o poder”, se juntam aos ativistas sociais e hoje o ambiente da internet se transforma em palco para inúmeras lutas, a partir da ação dos ciber e hackerativistas.

“A partir dos anos 90, os hackers se politizaram, porque boa parte integra o movimento de Software Livre e, de repente, teve que passar a enfrentar o Estado para poder exercer seu hobby, que é desenvolver códigos e compartilhar conhecimento. Tiveram que se coletivizar para enfrentar as leis de propriedade intelectual, que se enrijeceram no mundo inteiro”, explicou Sérgio Amadeu.

“Hoje, uma das maiores expressões globais no novo ativismo digital são os Anonymous, um modelo de ação que nasce nos Estados Unidos entre ativistas, artistas e hackers e que passou a ter importância no mundo inteiro. Usando as técnicas do hackeamento e da hipertrofia, realizaram a Operação Payback, em protesto à retirada do site do Wikileaks pelos Estados Unidos e ao corte do financiamento do site de denúncias através de cartões de crédito.

““Quando fizeram isso, já havia 800 espelhos idênticos do Wikileaks no mundo. Ao mesmo tempo, sobrecarregaram o servidor dos cartões de crédito até ele cair, gerando milhões em prejuízo em todo o mundo. Isso é hipertrofiar, inverter a lógica. Não é crime, é protesto digital”, afirma Sérgio Amadeu. “A nova lógica dos movimentos, aqui na América Latina inclusive, onde Brasil e Argentina são pontas, não é mais “Proletários de todo mundo, uni-vos”. É “Hackers de todo o mundo, dispersem-se”, acrescentou.” (2)

Como assim, “não é crime, é protesto digital”? O que os hackers fazem? Derrubam sites, roubam dados, infectam computadores. Isso tudo é crime, seja qual for o propósito, político ou não. Porém, o PT e suas cabeças “pensantes” crêem que se é para ativismo político tudo vale, inclusive terrorismo digital.

Vemos então uma estranha coincidência, o PT em maio de 2012 realiza eventos de “militância virtual”, e em junho os sites conservadores são alvo de criminosos ataques. Não estou apontando responsáveis, mas há aqui algo bem estranho, você não acha?

O óbvio é que o PT está formando militantes para guerrilha virtual, e isso não escondem de ninguém. O próprio site deles diz tudo. A mentalidade criminosa e terrorista do PT continua a mesma de seus fundadores, apenas mudaram de armas, jogaram as balas fora e se conectaram a internet para calar a boca virtual de seus opositores.

O vínculo do PT com o terrorismo digital tornou-se ainda mais evidente quando foi divulgado que Ricardo Poppi Martins – militante do PT e coordenador-geral de Novas Mídias, cargo subordinado a Secretaria-Geral da presidência – foi para Cuba em fevereiro de 2013 participar de um evento “sobre técnicas de ‘ciberguerra’ e ‘novas formas de comunicação de rede e batalhas virtuais’” (3). Que intenção há no governo brasileiro em enviar um representante para a ilha cubana para participar de tal evento? Odiando mortalmente toda forma de pensamento conservador, Dilma e Lula vão obviamente acobertar toda forma de ataque a sites conservadores – já atacados em 2012 por criminosos até agora desconhecidos.

Dominada toda a grande mídia, que se cala diante dos crimes do governo, alimentada por centenas de milhões de reais dos cofres públicos, resta calar as vozes dissidentes que resistem solitárias e dispersas pela internet. Vozes essas, felizmente, que estão incomodando cada vez mais gente.

Referências:

(1) PT Paraná realiza encontro para militantes virtuais.http://www.pt.org.br/noticias/view/pt_parana_realiza_encontro_para_militantes_virtuais

(2) Debate: Ativismo digital enfrenta desafios para ganhar ruas na América Latina.http://www.pt.org.br/noticias/view/ativismo_digital_enfrenta_desafios_para_ganhar_ruas_na_america_latina

(3) Revista Veja, edição 2309, pág. 62-3.

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47 Respostas para “Quem somos

  1. Vocês deveriam usar a inquestionável habilidade redacional que possuem para propagar as mensagens de amor ao próximo deixadas por Deus. Falar dos nossos irmãos homossexuais em tom de escárnio é demonstrar o quão pobres de bondade vocês são. Lamento.

  2. A propósito desse site é promover o ódio e o preconceito. Há tempos não lia tantos absurdos vindo de pessoas teoricamente letradas.

  3. Ótimo artigo que explica bem o que se passa e que agonia estarmos vivendo nas mãos desses bandidos que estão no poder. Se as pessoas estudassem de fato, deixassem de ser preguiçosas isso não estaria acontecendo, pois votariam em pessoas justas uma vez que temos esse direito de escolha. A única salvação é o estudo verdadeiro, hoje em dia ainda temos a oportunidade de estudarmos melhor por conta própria, podemos pesquisar, encontrar disponível uma vasta gama de filósofos e tudo o mais a nosso dispor na própria net, e não o que enfiam goela abaixo nas instituições chamadas de ensino. Mas os incautos preguiçosos perdem horas em faceburro e etc, se deleitando com idiotices. O exemplo que temos é isso aí acima nos comentários desses dois pupilos do PT, totalmente desinformados e deformados, nem preciso comentar pois o artigo em si já diz tudo.
    Abraços

  4. Gutenberg J.

    Acompanho o blog do Felipe desde o início. Cheguei a fazer nota sobre o movimento conservador aí da UFSC. O meu blog está no blogroll da JCUNB. Dêem uma olhada no Laudaamassada.
    Grato

  5. Luiz Fernando Carvalho

    Ótima iniciativa…não estamos sozinhos!

  6. Leiam a primeira resposta (de Thayse). Acabei de ler todo o artigo acima e em nenhum momento foi falado de homossexualismo. Quem não leu (ou leu parcialmente) será enganado por tal comentário.

    A segunda resposta (de Diego) fala de “absurdos” de forma genérica, mas sem apontar um “absurdo” específico sequer.

    Fiquem atentos que estes tipos de técnicas sofísticas são amplamente usadas. Abraços e fiquem com Deus.

  7. Bruno Lapolli Garcia

    Prezado(a),

    Quero poder participar desta bela iniciativa e dialogar ideias é claro de cunho conservador.

    Existe algum onde podemos conhecer pessoas com essa ideias aqui Florianópolis!

    Atenciosamente,
    Bruno Lapolli Garcia
    Deus, pátria e família!

  8. Parabéns a todos voces , precisamos nos unir sim!Contem nosso apoio!

  9. Quantos negros tem nesse movimento?

  10. Heil Hilter

  11. Vocês são patéticos. Se dizem que a mídia é de esquerda com certeza não sabem o que significa ser de esquerda e muito menos tem olhar crítico sobre as mídias e seus usos. Mentes como as de vocês me dão pena, quanta ignorância…

  12. Apenas uma questão para autorreflexão, vocês já pararam para pensar qual ideologia daquelas que contribuíram para tecnologias que usufruem? Aposto que não, pois deveriam saber que os ideais da maioria daqueles que auxiliaram para a construção da internet, a qual vós expondes de forma chula e grotesca. As ideias que vocês propagam não condiz com este ambiente virtual, essa disseminação não chegará em seu propósito final.
    É uma pena não servirem seus possíveis intelectos para um ambiente verdadeiramente democrático e igualitário.Esses ideais conspiratórios e irracionais já não cabem, do tipo ‘o PT está formando militantes para guerrilha virtual’, saibam que eu não estou sendo pago por isso. Só de pensar nas mentes alienadas que vocês tenho dó.
    Espero que vocês, ditos conservadores, possam fazer sexo após o casamento, falsos cristãos. E por mim

  13. … vocês só não seriam banidos, por pregar a liberdade de expressão.

  14. “e fiquem com ‘Deus'” UHAUAHUAHAUHAUAHAUHAAUHU só tem que dar risada mesmo

  15. Muito bom.

    Bom trabalho.

  16. André Tyson Silva Borges

    Boa piada! Parabéns, estou rindo até agora..
    A 12 anos atrás a grandiosa direita conservadora ameaçava vender a UFSC e já vinha conduzindo um longo processo de sucateamento. Anualmente vivíamos longas greves, a vida de estudante ali era terrível. Laboratório sem equipamento, prédios provisórios construído com “sobras” da Eletrosul se eternizavam, muito projeto e pouca obra, um contingente enorme de professores substitutos e professores titulares sem incentivo para pesquisas e investir em formação, tínhamos até o nosso próprio elefante branco.
    De lá pra cá olha o quanto mudou esse quadro. Concursos Federais toda hora, muitos professores entrando, cursos novos, estruturas novas, é um outro panorama. As vezes se agente não estabelecer um referencial de tempo e analisar o cenário como um todo, a mudança não parece clara.
    Existem fretes que devem avançar mais? Sim claro, mas eu to pouco me lixando qual é a ideologia dessa Reitora, ou da Dilma, o que me importa é que quem tava lá antes não tava fazendo e quem tá agora faz. É pratica de observação.
    Vamos parar com esta hipocrisia, política não é futebol! Estar aberto à reconsiderar sua opinião faz parte da nossa evolução. Sustentar discursos mirabolantes sobre a teoria da conspiração socialista da América Latina não passa de um mero apelo daqueles que se recusam a reconhecer que seus ideais não condizem com suas escolhas.
    Aliás, grande mídia a que você se refere, que para mim não passa de uma mídia medíocre, é a mesma que concede espaço para os seus pares, como agente pode ver em http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/tags/ufsc/ e que apoiou regime de ditadura. Existem mídias independentes na internet com excelente qualidade editorial, infelizmente não é o caso desta.
    De fato sempre precisamos estabelecer um referencial e partir de observações e nisso o povo brasileiro tem dado exemplo. Apesar de todas as artilharias midiáticas apontadas para o PT o povo tem reconhecido o trabalho pelas mudanças no seu cotidiano, resultado disso são os índices de popularidade que se mantém altos mesmo apesar de tantos protestos. Que assim seja, mais educação para as pessoas refinarem seus olhares e aprimorarem seu senso crítico, espero o mesmo pra você!

  17. Lixo do lixo!

  18. rindo muito dos conservas .

  19. Parabéns. Trabalho excepcional.

  20. Reaça Catarinense

    É impresionante ver como a turma esquerdista fica enfurecida quando vêem alguém que tenha idéias diferentes, bom mesmo é a USSR e Cuba né, onde quem discorda vai para a vala. Além do mais só conseguiram fazer críticas típicas de esquerdopatas, “lixo”, “vocês são patéticos”, tudo críticas vazias sem serem específicas o suficiente para podermos responder. Ainda bem que ainda restam alguns com cérebro naquela instituição… tomara que mais gente comece à aderir ao movimento, o Brasil carece de uma direita organizada. São décadas de políticas esquerdistas inclusive no famoso regime militar que interferiu demasiadamente na economia (mas curiosamente é chamado de ‘direita’). Ditadura do proletariado vindo com tudo contra a pátria… engraçado é que os barbudinhos, maconheiros com camisa do Che da UFSC, quando o socialismo for implantado aqui no Brasil, daí sim vão ter que começar a trabalhar. E sem reclamar hein…se não vai pro Gulag.

  21. Tupiniquim do Sul

    Parabéns pela iniciativa. A direita brasileira precisa mesmo se organizar e atacar por todos os flancos. Está mais que na hora de neutralizar este discurso vermelho, que na verdade não passa de “mimimi” e coitadismo para justificar todo o tipo de expropriação das pessoas que trabalham de verdade.

  22. Quem estudou sabe que foi o FHC, e os fundamentos da direita, que salvaram o Brasil da inflação e proporcionaram a estabilidade econômica que tirou milhares de pessoas da pobreza. Isso mesmo, não foi o LulaDRÃO, foi FHC quem mudou o país. Parabéns pela iniciativa, vamos abafar essa esquerda tosca, burra, hipócrita que impera na UFSC. Sou formado lá e muitas vezes da vergonha dessa instituição. DIREITA NO PODER JÁ!!!!

  23. Preciso de algum contato de vocês, sou de Pernambuco e estou no meio acadêmico, ciências Humanas.Muito desafio ser Cristão nesses espaços materialista e ateístas, não pela escolhas deles, mas o escarnio, blasfêmias e mordaças que tentam nos dar.

    Creio que poderíamos pensar algumas questões em conjunto.
    Abraço fiquem com Deus

  24. Peço a gentileza de assistirem aos dois vídeos abaixo, para saberem contra que tipo de força nós, brasileiros de bem, estamos lutando.

    Eis a explicação, de uma forma didática e objetiva, da situação atual do mundo e do Brasil, nas palavras do dissidente soviético Yuri Bezmenov, em palestra proferida no ano de 1983 na Summit University de Los Angeles, Califórnia, EEUU, e em entrevista concedida em 1984 ao jornalista G. Edward Griffin.

    Claro que ninguém acreditou. O resultado desse ceticismo é visível, principalmente no Brasil, terreno fértil para a germinação do lixo ideológico comunista.

    Grato por sua atenção.
    Marcos Braga

  25. Já passou da hora de livrar a UFSC desse lixo fedorento de comunas preguiçosos, que estudam pela metade.

  26. Que lixo .. nao acredito que exista este tipo de gente numa universidade PUBLICA…. Aposto que eh um bando de playboy … Pior ainda eh quem acompanha essa ##$%% Assite TV a CAbo … e leem A Veja.. E acham que esta tudo Certo!! que Sao Livres! rsrs Cabecinha de alfinete..

    lamentavel..

    Avante a luta contra os coxinhas… e toda a raça que Defende a tirania Das Elites… Nao Vao Passar! bando de nazista..

  27. Parabéns, esses comunas ignorantes um dia vão se dar conta da idiotice que defendiam e da maldade que apoiavam sem se darem conta !

  28. Parabéns pelo trabalho! Coloquem um botão de doação do PagSeguro ou PayPal, gostaria de ajudar.

  29. Vamos ver se eu entendi: um ex-aluno quer utilizar o nome da instituição que outrora estudou para propagar suas mensagens de ódio? Aí, contrariamente, a Universidade pediu para o ex-aluno romper o vínculo nominal e agora ele diz ser vítima de perseguição ideológica? É honesto isso? Se você fosse aluno regular, matriculado e vinculado à instituição caberia diálogo. Mas como não é, e utiliza do nome como forma de alavancar suas mensagens homofóbicas e sem sentido, é urgente que se retire o nome de uma instituição pública, mantida com dinheiro de contribuintes, que está sendo associada com mensagens de ódio. A universidade é pública, é plural, é para todas e todos. O que você faz está longe de liberdade de expressão, está em agressão verbal. Como pode admitir liberdade de expressão de pessoas que historicamente não tiveram voz e foram tratadas como monstros, aberração, anormais? Envergonhe-se de sua existência, pobre e porco jovem.

  30. Rodrigo Silva

    Parabéns pelo trabalho. Pode ter certeza que muitos o apoiam, mesmo embora tão poucos tenham coragem de declará-lo abertamente. Sou formado na USP e atesto que desde o primeiro momento estive submetido à doutrinação simplista que divide o mundo em bons, obviamente representados pelos que concordem com a divisão e maus que igualmente obvio que representa os que discordem. Continuem e prezem pela perenidade do trabalho.

  31. Rodrigo Silva

    * Parabéns pelo trabalho. Pode ter certeza que muitos o apoiam, mesmo embora tão poucos tenham coragem de declará-lo abertamente. Sou formado na USP e atesto que desde o primeiro momento estive submetido à doutrinação simplista que divide o mundo em bons, obviamente representados pelos que concordem com a divisão e maus, que igualmente por óbvio, representam os que com ela discordem. Continuem e prezem pela perenidade do trabalho.

  32. Quando era estudante de medicina no começo dos anos 80, fui vítima de professores desse tipo, doutrinadores marxistas. Iniciei meus estudos em medicina em 1982. A disciplina de metodologia científica, foi ministrada no segundo semestre, por uma professora (só lembro do primeiro nome dela, em decorrência de ser o mesmo de uma personagem de novela da época: Doroty…), que de metodologia não ensinou a confeccionar uma ficha. A aula consistia só em doutrinação marxista, debates mostrando a “maravilhosa” sociedade soviética, cubana cambodjana e etc. A nota final foi dada com base na freqüência dos alunos as aulas nada mais. Nada mais maravilhoso então na minha cabeça e de outros colegas : uma disciplina maçante, num momento em que tínhamos de estudar disciplinas aparentemente mais “sérias” como parasitologia, embriologia, bioquímica, porque se preocupar com uma disciplina que ensina como fazer e organizar trabalhos acadêmicos. Isso passa pela cabeça de quase todos os alunos de metodologia. Entrando na universidades, 16, 17 anos, quem não olha com desprezo para essa “disciplinazinha sem importância” quando tem que estudar horas e horas principios difícieis s e complexos de bioquímica e genética por exemplo. Na época achei uma maravilha. No 4 semestre houve uma disciplina chamada de bioestatística e foi a mesmíssima coisa. Os dois professores comunistas assumidos, apenas cantavam as glórias de Stalin, Marx e Fidel. Expunham em aulas as maravilhas do sistema de saúde cubano, em comparação com o desumano, cruel e capitalista sistema de saúde brasileiro e americano. Ah. Cuba no discurso deles era uma maravilha, até na medicina que era acessível a todos e tinha as últimas novidades no tratamento de qualquer doença.
    Tal insanal doutrinação, envolvia outras disciplinas do mesmo departamento: saúde coletiva, medicina preventiva, etc
    Para quem não sabe, bioestatística é uma disciplina que lida com modelos estatísticos aplicados a modelos biológicos. Também é assunto chato, maçante, entediante… . Maravilhoso para um jovem de 18 anos não ser cobrado sobre assuntos como média, mediana, etc. Engolíamos os discurso marxista em troca de “vida mansa”.
    O tempo passou e cheguei ao último ano do curso de graduação em Medicina. Naquela época era obrigatório vc apresentar dois trabalhos de conclusão de curso no último semestre. Foi aí que eu e meu colega nos deparamos com dificuldades enormes para confecção dos TCCs, pois afinal, para um TCC não sabíamos como começar um parágrafo. De bioestatística, tão essencial, não sabíamos patavina.

  33. Concluindo: além da doutrinação inútil, pagamos caro por não aprender disciplinas que são essenciais numa carreira científica no seu tempo devido. Tivemos que correr atrás do prejuízo, sozinhos e as pressas quando fomos cobrados no último ano do curso. Ah. E obrigado por publicar meu comentário

  34. https://www.facebook.com/groups/400775323390844
    Gostaria de anunciar para vocês um grupo cujo objetivo é a coalizão de toda e qualquer vertente da direita contra nosso inimigo esquerdista principal, o PT. Enquanto a esquerda, por mais que tenha divergências entre si, se une na hora de nos derrotar e só se atacam quando estão no poder, nós, cuja maioria possui uma natureza mais individualista brigamos entre si como loucos, o que nos faz apenas um coadjuvante muito obscurecido na política brasileira. Juntemos as forças, reforcemos nossos pontos em comum e deixemos de lado as divergências, ao menos até quando formos expressivos no Brasil e maioria no Governo. Aprendamos a tolerância e adquiramos mais fraternidade com nossos semelhantes seja no espectro linear ou no gráfico de duas dimensões. Junte-se a nós e juntos seremos uma quimera de muitas cabeças que minará aos poucos o esquerdismo.
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1583

  35. Pinho, te bani da comunidade, mandei umas 4 pessoas, até pedi ao prof. Marcelo Carvalho para você me desbloquear. Minha paciência acabou. Passar bem.

  36. Otima iniciativa!!! Não aguento mais ver pessoas letradas de universidades federais defenderem valores de esquerda não tendo a mínima idéia das péssimas conseqüências que esta ideologia traz a um país. Abaixo aos esquerdistas massa de manobra!!

  37. A desonestidade nas informações e a manipulação aqui dá medo. Que as pessoas pensam diferente, inclusive politicamente, sem nenhum problema, mas não aceitar que a sua forma de ver o mundo e se organizar nele é demais egoísta e sem nenhum respeito aos que pensam diferente , é demais. Dizer que o PT é um governo comunista, primeiro, ou é falta de conhecimento e estudo sobre o que é verdadeiramente um estado socialista-comunista, ou é intencional querer usar desse recurso como foi no passado, onde diziam que comunista comia criancinhas. Nunca li tanta besteira e tanta coisa sem nenhum fundamento científico, que o que pude entender seria uma reivindicação aqui. Esse governo é continuidade de todos que já tivemos, fantasiados com discursos ou não, fazem todos a mesma coisa. O problema de vocês é outro, seu ódio de classe, querem manter seus privilégios.

  38. Rodrigo, Se puder analise esse caso e reflita se é o caso de racismo.
    Estamos vivendo dias tristes na Bahia, desde a fundaçao da UFRB, os “intelequituais” estao se encastelando na universidade e promovendo um discurso radical, nao sei se vc soube que o Demetrio Magnolli quase foi linchado por ser contrario as cotas.
    (escrevo com pressa, por isso desconsidere os erros)

    O Professor Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa “Professor Visitante Nacional Sênior ” da Capes.

    Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos.

    Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa:

    “Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!”

    Kabengele quebra o silêncio em uma área extremamente delicada que é área de financiamento da produção intelectual do conhecimento no Brasil. Poucos ou nenhum negro ou negra brasileira, pode se arriscar ou se arriscou na área acadêmica, à questionar o possível racismo que nós da Mamapress, consideramos estar entranhado no meio acadêmico brasileiro, racismo que se tornaria visível, diante de qualquer pesquisa séria feita por qualquer aprendiz de Ciências Sociais. O endocolonialismo ou sub-colonialismo interno consegue no Brasil ser mais branco e europeu do que os europeus desejaram na década de 30, e hoje, graças as deuses africanos, esqueceram e mudaram.

    Ao contrário da falácia que o negro precisa estudar para ter o seu lugar na sociedade, nós da Mamapress afirmamos, quanto mais o negro souber, em qualquer área, mais ele será uma ameaça e mais ele será discriminado.

    Tomamos a liberdade de publicar a Carta Aberta do Professor Kabengele Munanga:

    CARTA ABERTA DO PROFESSOR KABENGELE MUNANGA

    Permitam-me, primeiramente, quebrar meu silêncio, começando por desejar-lhes um feliz 2014, repleto de sucessos e realizações.
    Agradeço a solidariedade e o pronto recurso feito por vocês junto à CAPES através da Reitoria da UFRB diante da omissão do meu nome entre os 59 estudiosos beneficiados pela bolsa do programa “Professor Visitante Nacional Sênior (cfr. Edital 28 de 2013)”.

    Geralmente, levo tempo para me manifestar em situações aparentemente urgentes como essa que acabamos de viver. Isto é uma das minhas características que, acredito, se não for uma qualidade, é um defeito incorrigível, pois faz parte da minha pequena natureza humana. Creio, agora, que já tive bastante tempo para refletir sobre o acontecido.

    Relembrando como todo começou, estava eu na véspera da minha aposentadoria compulsória na USP que aconteceu em novembro de 2012, quando a colega e amiga Professora Georgina Gonçalves dos Santos, me sondou sobre a possibilidade de ser convidado da UFRB através da bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Sem hesitação, aceitei imediatamente e desde então comecei a recusar outros convites que me foram dirigidos depois. Tinha e tenho a convicção de que poderia ser mais útil para uma nova universidade como UFRB do que para as universidades mais velhas que possuem um quadro de pesquisadores e docentes mais estruturado.

    Elaborei então uma proposta do programa de atividades a serem desenvolvidas, de acordo com as instruções contidas no Edital 28 do PVNS, proposta esta que foi enriquecida e consolidada pelas sugestões dos colegas Osmundo Pinho e Georgina Gonçalves dos Santos e em última instância pela própria Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRB, a Professora Ana Cristina Firmino Soares.

    Acreditávamos que essa proposta era exequível, de acordo com a demanda do CAHL da UFRB e da minha experiência acumulada durante 43 anos como pesquisador e docente. Uma experiência começada em 1969, na então Universidade Nacional do Zaire, onde fui o primeiro antropólogo formado, passando pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica) e pelo Museu real da África Central em Tervuren (Bruxelas), Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro (visitante), Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade de São Paulo (1980-2012), Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique (visitante) e Universidade de Montreal, Canadá, como Professor associado convidado para orientação de teses (2005-2010). Sem deixar de lado os cargos de direção na USP, como Diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia (1983-1989), Vice-Diretor do Museu de Arte Contemporânea (2000-2004), Diretor do Centro de Estudos Africanos (2006-2010) e participação em diversos conselhos, como o Conselho Universitário da USP etc. Orientei dezenas de teses e dissertações, entre as quais algumas premiadas como a tese de José Luís Cabaço, que ganhou Prêmio da ANPOCS, e recentemente a tese de Pedro Jaime Coelho Jr., que ganhou prêmio de melhor tese em Ciências Humanas, destaque USP 2013.

    Modéstia à parte, sem “me achar” e sem exibição, pensava que com toda essa experiência poderia servir para uma nova universidade em construção como a UFRB. Lamento que o sonho não deu certo!

    Pelo parecer da Comissão Julgadora (Edital 28- 2013), nosso programa foi deferido e recomendado à bolsa com certo elogio, classificando-me na Categoria I dos pesquisadores do CNPQ. Foi, se entendi bem, na última instância que fomos preteridos, em comparação com os demais deferidos. Em outros termos, tenhamos a coragem de aceitá-lo, nosso programa e meu CV foram considerados inferiores para sermos incluídos entre os 59 bolsistas aprovados.

    Por que então tantas lamentações, pois não somos os primeiros, nem os últimos a serem preteridos? Os recursos perpetrados junto à CAPES por outras universidades mostram que outros e outras colegas não contemplado/as pela bolsa não são menos qualificado/as que Kabengele. No entanto, vale a pena, apesar da consciência, divagar um pouco sobre os critérios de comparação, pois foi por ela que fomos eliminados. Pois bem, é possível comparar propostas diferentes sem antes estabelecer entre elas um denominador comum? Qual foi esse denominador? As regras do jogo de comparação não parecem claramente definidas; a subjetividade e a objetividade dos julgadores parecem se misturar. Claro, não há nenhum demérito aos colegas cujos projetos foram beneficiados pelas 59 bolsas atribuídas. Os especialistas da Física Quântica não têm dúvida sobre a subjetividade do observador pesquisador no momento em que ele começa a interpretar cientificamente os fenômenos da natureza por ele obsevados.

    Na esteira do raciocínio do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio a mim para reivindicar a bolsa, com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição políico-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez eu fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!

    Minha consideração especulativa poderia ser enquadrada no chamado discurso da vitimização, o que pouco me importa, pois já estamos acostumados. No entanto, os que detêm o poder de nomear os outros, ou seja, de nos nomear, são os mesmos que nos julgam, pois fazem parte do binômio saber/poder muito bem caracterizada na visão foucaultiana (Ver Michel Foucault). Neste sentido, os argumentos aparentemente científicos escondem uma relação de poder e autoridade difícil de transformar. Por isso, eu nutri certo sentimento de pessimismo que me faz acreditar que o recurso da UFRB e o apoio dos colegas não surtirão efeito de reversão da decisão da CAPES, no sentido de dar outra bolsa além das 59 concedidas. Ou seja, o recurso da UFRB e o documento de apoio do Professor José Jorge de Carvalho, coordenador do INCTI, assinado por demais colegas têm menos probabilidade de ser atendida positivamente.

    Por isso, sem esperar o fechamento esperado, sinto-me no momento na simples obrigação moral de agradecer o recurso da UFRB e o apoio de vários colegas encabeçado pelo amigo e companheiro de luta, o Professor José Jorge de Carvalho. Estarei sempre disposto a colaborar com a UFRB, através de convite para participar dos seminários, proferir conferência e palestras, participar de comissões julgadoras de mestrado etc., como já o venho fazendo.

    Meu muito obrigado,

    Kabengele Munanga

    Histórico da situação explicada em carta de solidariedade do historiador Jacques Depelchin:

    O Professor Kabengele Munanga FOI EXCLUÍDO de uma seleção para professor visitante da UFRB( Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).

    Por que tanto medo do Professor Kabengele Munanga? Por que tanta raiva contra alguém que contribuiu tanto na partilha dos seus saberes? Para as pessoas pouco informadas, o Professor Kabengele Munanga se destacou na sua carreira acadêmica na USP.

    Em fins de 2013 se aposentou e aceitou o convite para lecionar como Prof. Visitante Sênior na jovem universidade federal do Recôncavo da Bahia(UFRB) Baiano -UFRB. Para isso, se candidatou para uma bolsa da CAPES, Edital 28 de 2013, na Categoria de PVNS Apesar de um parecer favorável e elogioso recomendando a outorga da Bolsa pleiteada, a sua candidatura foi rejeitada, levando a um protesto de vários acadêmicos, incluindo professores da UFRB. Numa carta aberta, agradecendo este ato de solidariedade, o Professor Kabengele Munanga explica historiando o processo em que se deu o que lhe aconteceu .

    Aqui, gostaria de levantar uma pergunta: alguém teria medo do Professor Kabengele Munanga e de onde viria? A necessidade de refletir sobre isso é urgente, não só para os Afro-Brasileiros, mas também para todos os Brasileiros que entendem e agem como membros duma só humanidade, pois o contexto global em que vivemos hoje, exige, com urgência, essa afirmação.

    No seu livro Pele Negra, mascaras brancas, Frantz Fanon discute esta questão do medo (pp. 125-6, Edufba, Salvador 2008), focando sobre aspetos bem conhecidos pelos sobreviventes dos legados acumulados da escravidão atlântica e da colonização. Infelizmente, o próprio Fanon não entra na discussão sobre como ele superou o medo.
    O medo dos adversários do Prof Kabengele Munanga é o produto, indireto, da serenidade e da franqueza com que ele tem abordado assuntos incomodantes da sociedade Brasileira, em volta das raízes do racismo, das sugestões sobre como solucionar as injustiças cumulativas herdadas dessas violências contra as partes discriminadas da humanidade.
    Esse medo, quer da vitima, quer de quem tem medo da resistência das vitimas, nunca é de bom conselho. O medo dos gerentes dum sistema prisional tem uma explicação, mas, como é sobretudo visceral, a explicação a partir da razão não se aplica. Porque, como sempre aconteceu em outros casos históricos, os administradores do sistema não são preparados para enfrentar quem deveria se submeter à suas ordens, mas que, em vez, se levanta e argumenta a partir da sua consciência e com eloqüência e sabedoria uma saída honrosa para todos. Para os gerentes dum sistema injusto, as vitimas tem que se calar. Ir na contra mão dessa ordem informal é geralmente caracterizado de “impertinência” e, por isso, tem que ser punido.

    Os administradores/gerentes dum legado histórico profundamente injusto tem dificuldades em parabenizar o Professor Kabengele Munanga decidir, no fim da sua careira, na pratica, dar uma lição de como corrigir as conseqüências, no nível do ensino superior, duma injustiça sistêmica contra as descendentes e os descendentes da escravidão.

    Não é difícil imaginar o que se passa na mente dos adversários do Professor Kabengele Munanga. Na peça de teatro Et les chiens se taisaient, Aimé Césaire ilustrou como o rebelde escravo enfrentou o dono, no próprio quarto dele. O que aconteceu ao Professor Kabengele Munanga pode ser lido como a continuação do comportamento típico dos dominantes quando enfrentam um caso de rebeldia contra injustiça: o rebelde tem que ser punido, na medida do possível, duma maneira exemplar (leia severamente) para que outros rebeldes potenciais não sejam encorajados em imitá-lo. Historicamente, os exemplos individuais e coletivos abundam: Kimpa Vita, Zumbi, Geronimo, Abdias Nascimento, Toussaint-l’Ouverture, Cuba, Haiti, Patrice Lumumba, Amilcar Cabral, Salvador Allende, Cheikh Anta Diop, Nelson Mandela, Samora Machel, Thomas Sankara, Steve Biko, Chris Hani, Aristide, para não mencionar mais.

    O Professor Kabengele Munanga, de origem Congolesa, nação de Kimpa Vita, Patrice Lumumba e outras e outros, na mente dos seus adversários, por definição, não tem direito à palavra, muito menos quando a sua fala/escrita acaba dando uma lição contundente de como superar legados históricos seculares, no Nordeste Brasileiro, para que qualquer Brasileir@ possa pensar, sonhar, e conseguir ser uma estrela, um craque intelectual.

    Desde já, agradecemos a coragem do Professor Kabengele Munanga por ter continuado trilhando os caminhos das benzedeiras e dos benzedeiros sobre os quais o grande autor Ghaneense, Ayi Kwei Armah escreveu com tanta eloquencia no seu livro de ficção The Healers.

    Em solidariedade,
    Jacques Depelchin
    Historiador
    Salvador-Bahia

    Fonte: Mamapres

  39. LIXO

  40. meus jovens, estou esperando pela manifestação do blog com relação aos eventos relacionados ao consumo de drogas na ufc
    abraço

  41. ESSE BLOG TODO É MONTE BOSTA E LIXO.

  42. Nossa, que espaço legal!!
    Bom, eu não sou da UFSC, sou graduado recentemente Unicamp
    Se possível gostaria de alguma maneira colaborar com algo. Estamos vimendo tempos negros no Brasil hoje, nós consevadores e lberais temos que ficar unidos.
    Aqui em Campinas não conheço nenhum grupo do gênero, apesar que tenho alguns amigos conservadores, liberais e libertários, também estudantes.. alias janto todo o dia com um amigo meu libertário. Sou fã de Freedman e ele de Mises 🙂

  43. Vocês deveriam todos formar seus QGS nos laboratórios de biologia, entrar dentro dos vidros. Nem precisa formol, pois, são todos conservadores. E serem todos guardados para estudos posteriores. Pois, é difícil de entender o que fazem numa universidade, ao exibir seus falsos letramentos para propagar ódio e burrice coletiva!

  44. Luiz Cavalheiro

    Bom dia. Sou aluno da UFSC e em 2014 fui vítima de uma imensa injustiça social, talvez a maior injustiça já cometida contra um aluno desde a criação da UFSC. Eu gostaria de transparecer o meu caso e denunciar para vocês, talvez se vocês pudessem me ajudar a obter algum tipo de assistência. Qualquer coisa se vocês tiverem interesse em saber minha história me mandem um e-mail que eu conto pra vocês. Grato pela atenção!

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