O Bullying da UFSC 3 – Os sequestradores da paz

Augusto Pola Junior

Quando escrevi em “O Bullying da UFSC 2” que “[…] nem se a UFSC se pronunciasse oficialmente a favor, por exemplo, da liberação das drogas, significaria que todos os que possuem vínculo com a universidade concordam com isso. O máximo, neste hipotético, mas não impossível, caso, seria concluir que parte influente da universidade compartilharia de tal opinião”. Eu já imaginava uma vibe de esquerdismo anti-polícia e pró-maconha na UFSC.

ufsc carro depredado

Eis que os alunos esquerdistas aprontaram outra. Além de depredar carros (foto), invadiram a reitoria e, fumando maconha, pediram que a UFSC proíba a presença da polícia no Campus. Qualquer semelhança com a USP não é mera coincidência. Os estudantes compartilham da mesma ideologia.

Que esquerdista odeia a polícia, isso não é novidade. Para eles, é um mecanismo burguês de repressão contra os bandidos, estes encarados como vítima da sociedade. É a inversão do sujeito-objeto característico – como ensina Olavo de Carvalho – da mentalidade revolucionária. A polícia é a vilã, pois cuida da segurança e o bandido é a vítima, pois é, segundo o chavão são “vítimas da sociedade”. A lógica dos esquerdistas é que existe bandido porque há polícia, tire a polícia e dê “justiça social” que os bandidos deixam de existir. Qualquer favela comanda por traficante refuta essa tese. Por essa lógica, o bandido, quando conquistasse seu milhão (ex; traficantes), deixariam o mundo do crime para ser um cidadão honesto, afinal, ficaram ricos. Há um exemplo histórico: Brizola aplicou isso no Rio e o que se criou foram bandidos que dominaram as favelas dos morros.

O discurso anti-polícia do esquerdismo é patético, mas engana. Quem hoje não assimila que a bandidagem é o resultado da pobreza? As ideologias de esquerda são as que mais ofendem os pobres, mas são também as que mais prometem o impossível a eles e por isso agariam simpatia.

Tanto pobreza não é critério determinista para bandidagem que em “rebeliões” como essa que ocorre esporadicamente na USP e que recentemente ocorreu na UFSC são protagonizadas também por filhos de burgueses. Pessoas que tem uma boa renda, acima da média, mas que está lá destruindo tudo e jurando que com isso está fazendo um mundo melhor e mais justo. Pessoas que simulam preocupações com a pobreza, e não honram o dinheiro dos brasileiros na educação pública. Não respeitam sequer o local onde estudam.

Tal como observado na USP, não podemos tirar a maconha da equação. É tanta bondade que a maconha – a erva dos deuses da paz – consegue mostrar seu efeito. Uma UFSC sem polícia para que a paz (leia-se: do contrário nós maconheiros vamos quebrar tudo) possa configurar na universidade.

É uma paz, como se percebe, chantagista. Não que a maconha traga a paz, mas os maconheiros juram que vão deixar em paz se puderem fumar livremente, de preferência em sala de aula, sua ervinha.

Lutemos então pelo fim da polícia no campus para que os maconheiros parem de depredar patrimônio públicos e carros. Tiremos então a polícia do campus e confiemos que a segurança, por mágica, seja alcançada em sua máxima plenitude e perfeição. Aquela agressão de um esquerdista contra um estudante de física motivada por discordância ideológica certamente ficará no passado.É só tirar a polícia!

Ironias à parte, fica claro que confiar no discurso esquerdista é o mesmo que confiar na benevolência de um sequestrador. Eis o verdadeiro quadro da UFSC: os maconheiros – jurando que lutam por uma universidade melhor – sequestraram a paz e a ordem universitária. Não adianta nem dizer que deturparam Marx, pois a “paz” pela chantagem é, desde sempre, o jeito esquerdista e revolucionário de agir.

Fonte: http://institutoshibumi.org/augusto/2014/03/o-bullying-da-ufsc-3-os-sequestradores-da-paz.html

 

 

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