Arquivo do mês: abril 2014

A direita e seus mitos sobre 1964

Rodrigo Sias*

Nos dois últimos artigos, centrei a análise do período militar sobre a ótica da esquerda e sua mitologia em torno do Regime de 64. Mas, como podemos ver com a reedição da “Marcha pela Família” há alguns dias, a direita também mantém seus mitos. Vamos aos três mitos principais.

Em primeiro lugar, se a esquerda pregava a revolução, a direita também não era tão democrática assim. Tentou impedir a posse de Getúlio, de JK e de Jango, e ensaiou um golpe em 1954. Havia uma enorme dificuldade em lidar com a democracia de massas e o populismo no contexto da polarização da Guerra Fria. Continuar lendo

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Comentários a partir do jornal “Zero” da UFSC – Parte 2

Augusto Pola Júnior

Daremos agora prosseguimento à análise dos ocorridos na UFSC relatado pela edição especial do jornal “ZERO” – o jornal do curso de jornalismo da UFSC, cuja edição pode ser lida na íntegra aqui. No artigo anterior, é possível se inteirar a respeito do conflito entre polícia e estudantes. Prossigamos.

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Ainda os mitos de 1964

Rodrigo Sias*

A onipresença da CIA no imaginário popular e midiático contrasta com a nunca citada interferência soviética, essa sim, enorme e operativa, desde o início da Guerra Fria. Após a tomada comunista de Cuba, a ilha caribenha passou a ser um hub de espionagem e financiamento de guerrilhas no continente americano.

Hoje se sabe que havia vários agentes e espiões (soviéticos, cubanos e até tchecos) operando em solo brasileiro e dentro da burocracia estatal. Goulart foi informado, mas preferiu colaborar, inclusive devolvendo as provas a Fidel Castro, sob pretexto de não criar um “incidente diplomático” com o bloco comunista. Continuar lendo

Comentários a partir do jornal “Zero” da UFSC – Parte 1

Augusto Pola Júnior

Andando pela UFSC quando, em contra mão ao sentido que eu caminhava, passou uma moça e ofereceu-me, sem que ambos deixássemos de caminhar, a edição especial do jornal ZERO – o jornal do curso de jornalismo da UFSC. Esta edição especial aborda o recente episódio de confronto de esquerdistas contra a polícia no campus e a posterior invasão a reitora na tentativa de transformá-la em uma república de maconheiros. O jornal teve o cuidado de ouvir todos os lados e procurou, segundo o editorial na primeira página, ser imparcial. Para conclusões mais completa, recomendo a leitura que pode ser feita aqui. Passo então para análise das partes que julguei mais interessante da edição.

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Os mitos de 1964

Rodrigo Sias*

Com a chegada da data que marca os 50 anos da chamada “Revolução de 64” para os simpatizantes ou “golpe de 64” para os críticos, o imaginário brasileiro tem sido invadido por diversos lugares comuns, os quais pouco acrescentam ao entendimento histórico do período. Alvo de milhares de teses históricas a respeito, os anos do Regime Militar ainda seguem envoltos em uma enorme aura de mistificação. Primeiramente, a intervenção militar não surgiu por iniciativa da caserna. Continuar lendo

O Bullying da UFSC 3 – Os sequestradores da paz

Augusto Pola Junior

Quando escrevi em “O Bullying da UFSC 2” que “[…] nem se a UFSC se pronunciasse oficialmente a favor, por exemplo, da liberação das drogas, significaria que todos os que possuem vínculo com a universidade concordam com isso. O máximo, neste hipotético, mas não impossível, caso, seria concluir que parte influente da universidade compartilharia de tal opinião”. Eu já imaginava uma vibe de esquerdismo anti-polícia e pró-maconha na UFSC.

ufsc carro depredado

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Da infâmia a glória: a exaltação da pátria e a afirmação do sentido de nação diante da afronta comunista

Marcelo Carvalho*

A lição do movimento da reconquista se espalhou e continuará se espalhando pelo Brasil via redes sociais, servindo de lição e motivação para todos os estudantes e pessoas que amam verdadeiramente o Brasil

O evento ocorrido sexta-feira, 28 de março de 2014, pode ser pensado como uma contraposição ao tal “Levante do Bosque”, cujo desdobramento levou a ocupação da reitoria da UFSC e a substituição de nossa bandeira por um trapo vermelho. Neste sentido, o evento pode ser pensado também como uma ação de “Reconquista de Território”, já que o hasteamento da bandeira nacional, substituída pela infame bandeira vermelha, símbolo do comunismo, revela um nítido sentido de reparar algo que fora, momentaneamente, perdido.

A reconsquista da universidade_UFSC Continuar lendo