CAÇA ÀS BRUXAS NA UFSC: PERSEGUIÇÃO IDEOLÓGICA CONTRA ESTUDANTES

Maria Aparecida Nery

Brener Martins, estudante da UFSC, foi agredido fisicamente por Vinicius Aquinio Silva, acadêmico de Geografia na mesma instituição. Um boletim de ocorrência foi registrado na 5a DP (Trindade). Para Brener, o agressor age movido por convicções políticas e ideológicas: Vini­cius é militante do movimento estudantil com amplo apoio da Reitoria que adora Che Guevara, a ditadu­ra cubana e o bolivarianismo. Brener é contrário ao esquerdismo que permeia as práticas e posturas da Universidade

caça às bruxas na UFSC

“A Universidade Federal de Santa Catarina reúne, sim, gente de muito valor. Mas não dá para esquecer que é lá que se abriga, atenção!, um “núcleo bolivariano”, que reúne alunos e… professores. Que eu saiba, nem o Complexo PUCUSP, onde a fauna ideológica prima pelo exotismo, foi tão longe — mas também não estou assegurando nada.” Reinaldo Azevedo

O fato

Na tarde do dia 13 de fevereiro último, o estudan­te de Física da UFSC, Brener Martins, foi agredido fisicamente por Vinicius Aquinio Silva, acadêmico de Geografia na mesma instituição. A agressão ocor­reu quando ambos se encontraram em uma parada de ônibus. Um boletim de ocorrência foi registrado na 5a DP (Trindade). Para Brener, o agressor age movido por convicções políticas e ideológicas: Vini­cius é militante do movimento estudantil com amplo apoio da Reitoria que adora Che Guevara, a ditadu­ra cubana e o bolivarianismo. Brener é contrário ao esquerdismo que permeia as práticas e posturas da Universidade.

Agredido

Natural de Campo Grande (MS), Brener Pereira Martins ingressou no curso de Física da UFSC em janeiro de 2009, aos 18 anos. Ele também havia sido aprovado (em 60 lugar na classificação geral, sem participação no Enem) na Universidade Estadual de Maringá. O estudante é membro da E3 – Equi­pe UFSC de Eficiência Energética, que pesquisa tecnologias de alta eficiência, vinculada ao Centro Tecnológico da Universidade. Ele trabalha na cons­trução de dois protótipos de baixo consumo, cuja meta é projetar veículos populares que percorram a distância de100 quilômetros com somente um litro de gasolina, diesel ou etanol. Em 2012 Brener foi a Houston (Texas), onde a E3 participou com destaque da Shell Eco-marathon. Em setembro de 2013 ele palestrou sobre o tema no Open Hardware Summit, no Massachussets Institute of Technology (MIT).

Agressor

Paulistano, aos 20 anos Vinicius foi aprova­do nos vestibulares 2008 da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde matriculou-se no curso noturno de Geografia do Campus de Presidente Prudente. Atuando na linha de pesquisa da sociologia de as­sentamentos rurais e militando em um grupo de estudos e pesquisas em educação popular, em 2012 Aquinio produziu um trabalho para o Núcleo de Pesquisa e Documentação Rural (NUPEDOR) do Campus de Araraquara da Unesp: A organiza­ção dos sem-terra: dinâmica político-organizativa do MST no Pontal do Paranapanema/SP. Ainda em 2012 Vinicius Aquinio Silva prestou vestibular na UFSC e transferiu-se para Florianópolis. Ele é secretário geral do Conselho da Moradia, órgão da Pro-Reitoria de Assuntos Estudantis.

Aquinio tem relações estreitas com articuladores da invasão da propriedade privada na SC-401, per­petrada em dezembro. Um deles é o jornalista Da­niel Piassa Giovanaz, egresso da Universidade de Santiago de Chile ligado ao bolivariano IELA (Insti­tuto de Estudos Latino Americanos), dos professo­res revolucionários Nildo Ouriques e Elaine Tava­res. Giovanaz divide as tarefas de comunicação do acampamento com professores e alunos de Jorna­lismo da UFSC. Foi ele quem produziu a reporta­gem Amarildo de Souza, ocupación em zona de lujo em Florianópolis para a TV estatal da Venezuela, fundada por Hugo Chávez. Aquinio também é ami­go de Rui Fernando da Silva Neto, um dos líderes da invasão e que é um dos atores principais nos vídeos produzidos para divulgar e banalizar o crime que cometeram. Vinicius Aquinio e Daniel Giovanaz curtem férias em Cuba, onde Vinicius não perdeu a oportunidade de registrar sua visita ao monumento a Che Guevara.

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Direito ao dizer

Brener Martins denunciou que há tempos o agressor tentava intimidá-lo dirigindo olhares ame­açadores quando se cruzavam no campus. Desde que, três meses antes da agressão, o acadêmico de Física participou das manifestações que leva­ram ao cancelamento, na véspera – a mando do petismo que nos governa – da vinda do terrorista italiano Cesare Battisti como principal palestrante de um evento na UFSC, programado para o dia 6 de novembro de 2013. O evento, intitulado “Quem tem direito ao dizer”, foi promovido pelo PET Le­tras, um programa nacional gerenciado pela elite universitária que trabalha para chefões da revolu­ção socialista aparelhados nos órgãos federais. O organizador local do evento foi Fabio Luiz Lopes da Silva, professor de Linguística da UFSC e membro do Conselho Editorial da Revista Alfa, do Campus de Araraquara da Unesp. O objetivo da palestra era politicamente correto: “dar voz aos malditos, aos proscritos e aos excluídos”. O terrorista seria remu­nerado em R$ 900 com verba pública.

Battisti é foragido do governo italiano, onde foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas em atentados nos anos 70. Uma quarta vítima ficou paralítica. No Brasil, onde entrou ilegalmente em 2004, ele foi condenado por uso de passaporte falso. Mas em 2009 recebeu do gover­no petista o status de refugiado político.

Entre outros docentes inconformados, Sérgio Colle, professor de Engenharia Mecânica da UFSC e consultor do Ministério da Ciência e Tecnologia, manifestou-se publicamente denunciando que a pa­lestra seria “um despropósito, sobretudo uma afron­ta à instituição universitária brasileira”. Os protestos chamaram a atenção para a ilegalidade pretendida: refugiados não podem participar de manifestações políticas, sob pena de ser expulsos do país.

No dia marcado para o evento Brener Martins estava entre os alunos que exercitaram o seu direi­to ao dizer numa manifestação pacífica na frente do auditório, portando faixas onde diziam “Daí a Cesa­re o que é de Cesare: as algemas” e “Ficha criminal não é currículo acadêmico”. Em resposta, os apoia­dores do terrorista – entre eles, Vinicius Aquinio – penduraram na entrada do auditório uma faixa com a frase “Fascistas não passarão”.

No episódio da agressão física, Vinicius deu um tapa no rosto de Brener, cujos óculos caíram e que­braram. Brener defendeu-se com o guarda-chuva, afastando Vinícius, que insistiu com agressões ver­bais, declarando inclusive que alunos como Brener – um “burguês fascista” – deveriam ser extermina­dos da face da Terra. Vinícius Aquinio ameaçou sua vítima e revelou: há uma lista negra de alunos com perfil “de direita” sendo monitorados na UFSC.

Outros casos de intolerância

A revelação é gravíssima e tem fundamento em outros episódios recentes, cuja pauta aprofundare­mos nas próximas edições.

Um deles: os sucessivos atentados, inclusive oficiais, contra o blog UFSC Conservadora (ufscon.wordpress.com). O blog foi criado pelo mestre em Le­tras pela Universidade, Antônio José de Pinho, para contrapor-se no debate acadêmico a sites, blogs e páginas no Facebook dedicados a propagar teses politicamente corretas e esquerdismo tosco na comu­nidade universitária. Entre outros: UFSC à Esquerda, União da Juventude Socialista da UFSC, União da Juventude Comunista da UFSC e UFSC LGBT.

Outro caso: a virulenta perseguição de grupos de universitários racialistas ao aluno de Engenharia Mecânica, Igor Westphal que, em dezembro, postou no Facebook a foto produzida por um grupo africa­no de humor, em que um negro ajoelhado oferece um cacho de bananas para uma negra.

É público e notório que, sob a regência excessi­vamente centralizadora e autoritária da pessolista Roselane Neckel, a UFSC vai virando um feudo de comunistas, cujas práticas de doutrinação, conven­cimento e conversão são historicamente conheci­das pela intolerância e truculência.

Nunca é demais lembrar que o PSOL é um parti­do de extrema-esquerda, que tem se destacado na mídia nacional por dar apoio financeiro e logístico a grupos terroristas disfarçados de manifestantes democráticos, o principal deles, os black blocs.

FONTE: Jornal Ilha Capital, ed. 103, pág, 8.

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