ALUNO ESQUERDISTA DA UFSC AGRIDE ALUNO DE DIREITA POR MOTIVAÇÃO POLÍTICA

Perseguição ideológica na UFSC toma contornos fascistas

Antonio Pinho, Vitor Vieira

O estudante de Física da UFSC, Brener Martins (20 anos) foi agredido fisicamente por Vinicius Aquinio Silva (25 anos), que cursa geografia também na UFSC. Segundo relato de Brener, a agressão teve motivações políticas. Vinicius é um militante de esquerda – apóia o MTS e a ditadura cubana – e participa do movimento estudantil universitário. Brener, ao contrário, é conhecido por ser contrário a práticas e posturas esquerdistas na universidade em que estuda.

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O fato ocorreu às 4h da tarde, no dia 13 de fevereiro, sendo o boletim de ocorrência registrado no dia seguinte, no 5º DP, no bairro da Trindade, Florianópolis. A agressão ocorreu na calçada da Avenida Madre Benvenuta, em frente a UDESC, local em que Brener Martins aguardava o ônibus. Ele queria apenas chegar em casa e descansar em paz. Parecia um dia qualquer, entretanto, aquela quinta-feira, reservava algo diferente para o jovem estudante.

Vinicius Aquinio se aproximou daquele que viria a agredir. Vinicius não era exatamente um rosto desconhecido para Brener. O agressor e estudante de geografia esteve presente na palestra do tradutor de Cesare Battisti em 06/11/2013, enquanto Brener, do lado de fora, protestava, junto com outros colegas, contra a vinda do terrorista italiano a UFSC com dinheiro público. Era um protesto pacífico, no qual apenas levaram faixas com dizeres como “daí a Cesare o que é de Cesare: as algemas”, ou ainda “ficha criminal não é currículo acadêmico”. Os apoiadores da palestra – entre os quais estava Vinicius – chegaram a pendurar uma faixa sobre a entrada do auditório em que Battisti daria sua palestra, cancelada na véspera, na qual se lia “Fascistas não passarão”, fazendo referência aos que silenciosamente protestavam ao lado de fora com suas faixas. Pelo visto a manifestação pacífica da qual Brener participou desagradou bastante aos militantes de esquerda da UFSC, que estavam ali para ver a palestra do tradutor de Battisti no Brasil. Battisti, contudo, não compareceu a UFSC para palestrar aos estudantes, como originalmente era o planejado. O terrorista italiano recebeu, na véspera do evento, ordens da cúpula do PT para não comparecer a universidade, em virtude justamente de manifestações contrárias que estavam marcadas nas redes sociais.

Pelo visto, Vinicius, que tinha ficado da porta do auditório observando os manifestantes, não se esquecera das feições de Brener, que ajudava a segurar umas das faixas contrárias a Cesare Battisti. Nas semanas que se seguiram, em várias ocasiões, Vinicius lançou olhares de intimidação ao Brener sempre que o via no campus da UFSC.

No dia 14, como de costume, o mesmo olhar de intimidação, popularmente conhecido como “encarar”, tomou conta da expressão facial de Vinicius assim que avistou Brener. Mas desta vez, “encarar” não foi o bastante. Vinicius partiu para a agressão física gratuita. Deu um tapa em Brener, derrubando seus óculos no chão, que ficou danificado. Brener reagiu com um guarda chuva com o intuito de manter o rapaz distante o suficiente para que não o agredisse mais. Após isso, pegou o óculos, todo arranhado devido a queda. Vinicius, entretanto, não estava satisfeito. Continuava chamando Brener para a briga. Partiu para a intimidação verbal. Segundo Brener, Vinicius “disse que alunos como eu deveriam ser exterminados da face da Terra. Não tenho dúvidas de que isto se deve a meu posicionamento político”. Vinicius ainda ameaçou-o com várias palavras, e chamou-o de “burguês” e “fascista”.

Ao que tudo intica, a agressão foi uma espécie de vingança ou a expressão de um ódio que Vinicius sente, desde a manifestação, por Brener, e consequentemente por todos os alunos de direita. O agressor deu a Brener ótimos motivos para que ele levantasse tal hipótese. Após a declaração de ódio, Vinicius afirmou que há uma lista de alunos sendo monitorados pelos esquerdistas da UFSC, e que o nome de Brener consta nela. Estariam os alunos que não concordam com as visões políticas de Vinicius, um comunista, sendo policiados e vigiados? Os fatos parecem indicar que sim. Teria Brener sido seguido por Vinicius? Visto que ambos estavam num local distante da UFSC. A que ponto estariam os estudantes contrários ao comunismo – e que não tem medo de expressarem sua visão – tendo sua privacidade invadida? Até que ponto chegou o estado policial no Brasil? São dúvidas que precisam ser esclarecidas o mais rapidamente possível, pois além do assédio moral ao qual estamos expostos, trata-se essencialmente de um crime. E o que é pior: tudo indica que tal crime seja financiado com dinheiro público. E por quê? Por quem?

Bem, recentemente, na edição de fevereiro do jornal Ilha Capital foi veiculada uma matéria que apontava fortes indícios de ligação do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), que fica na UFSC, com a invasão de terras ao norte de Florianópolis, numa das margens da SC-401, popularmente denominada “Ocupação Amarildo de Souza”. Ocorre que uma rápida pesquisa no Facebook mostra vínculos claros do agressor, Vinicius, com a causa da ocupação. Alguns prints seguem abaixo:

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Aqui, podemos ver um indício de ligação entre o agressor, e Daniel Piassa Giovanaz, o qual tem vínculos com o IELA. Giovanaz é jornalista e tem colaborado com a parte de comunicação da Ocupação Amarildo, tendo, inclusive, produzido uma reportagem sobre a invasão a uma TV estatal da Venezuela, fundada por Hugo Chávez. (Notem a foto do perfil de Daniel ao melhor estilo Black Bloc.)

Vinicius Daniel

Vinicius também é amigo de Rui Fernando da Silva Neto, um dos líderes da invasão de terra “Ocupação Amarildo”. Sua imagem é bem frequente nos vídeos que professores e alunos do jornalismo da UFSC produziram para fazer propaganda da invasão de terra. Rui é jornalista e trabalha atualmente no sindicado da saúde, de Santa Catarina. Apesar de comunista e militante do MST, tem currículo na internet no qual anuncia seu trabalho de jornalista, cobrando 10 dólares por hora de serviço prestado. Rui em vídeos da invasão aparece dando declarações como um verdadeiro agricultor sem terra, coisa que nunca foi. É mais um subversivo pago com dinheiro daqueles que de fato trabalham e produzem.

Rui fazendo papel de sem terra

No mínimo, as evidências mostram uma clara articulação, bastante questionável do ponto de vista legal e ético, entre o Instituto de Estudos Latino Americanos (IELA), da UFSC, com a invasão de terra em Florianópolis, na SC-401. E o aluno que agrediu Brener tem vínculos com pessoas envolvidas na invasão, sendo que o próprio Vinicius divulgou pelo facebook a Ocupação Amarildo.

Mas mais importante do que isto é o claro indício de que há monitoramento dos estudantes que não compartilham das visões de esquerda tão hegemônicas dentro das universidades brasileiras. A prova não poderia ter vindo de uma fonte melhor: um criminoso, com forte ligação com os líderes comunistas da UFSC. Outro exemplo desse monitoramento é o que ocorreu com Igor Wesphal, aluno de engenharia da UFSC. Final de 2013, Igor compartilhou no grupo de Facebook da UFSC, uma foto de um casal de negros, na qual um homem dava de presente um cacho de bananas a sua namorada. Igor não fez comentário algum a foto, apenas a postou. Mesmo assim os grupos esquerdistas da UFSC se mobilizaram para “assassinar a reputação” de Igor, difamando-o publicamente sob a acusação infundada de racismo. Chegaram até a fazer uma manifestação na reitoria e no prédio das engenharias pedindo a expulsão de Igor da universidade. O caso teve larga repercussão na mídia, e Igor acabou gravando um vídeo de 1 hora em que apresenta sua defesa. Uma coisa não foi contada: Igor atuou publicamente contra a greve dos servidores da UFSC, em meados de 2012. Teria a esquerda da UFSC aproveitado a postagem da foto para a vingança, uma campanha pública de difamação? A possibilidade de ser isso mesmo é grande.

Brener afirmou que já contatou advogado e deverá entrar na justiça num processo contra o sujeito que lhe agrediu. Abaixo reproduzimos o BO que Brener registrou sobre a agressão que sofreu.

BO do Brener

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