MST, PARTIDOS DE EXTREMA-ESQUERDA, ALUNOS E PROFESSORES DA UFSC SE UNEM PARA INVADIR TERRA EM FLORIANÓPOLIS

O jornal Ilha Capital revela detalhes picantes sobre a invasão do MST no Norte da Ilha, que a imprensa tradicional sabe e esconde da opinião pública

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Reportagem de Antonio Pinho, João Vitor Gasparino e Maria Aparecida Nery

O ano de 2013 foi emblemático para a história do Brasil, principalmente para a história da esquerda nacional. Em junho os revolucionários tupiniquins saíram às ruas, dispostos a romper a or­dem democrática e jurídica da nação (o que, de resto, já ocorre desde que Lula subiu a rampa do Planalto) e promover o grande salto para o comunismo. As manifestações ocuparam a imprensa em larga escala, mas fugiram do controle da esquerda, que não atingiu o planejado: a reforma política proposta pelo PT e uma nova assembleia constituinte, o que concretizaria a cubanização do Brasil.

Essa “transformação” político-econô­nica vem sendo preparada há décadas por intensas transformações culturais e as academias universitárias são parte fundamental nisso. Mas esse processo destrutivo nunca foi tão rápido quan­to nos últimos tempos. Em reiteradas denúncias na imprensa sobre a doutrina­ção marxista nas universidades brasilei­ras, a UFSC está no pódio. Um bom ano para nossa esquerda universitária tinha que ter um grande final: a espetaculosa invasão do MST em um terreno privado em nobre área urbana da região balne­ária da Ilha de Santa Catarina, para im­plantação de uma comuna agrária, sob o codinome de Ocupação Amarildo.

O proprietário da área é Artêmio Palu­do – ex-deputado (1979/1987) pela Alian­ça Renovadora Nacional (Arena) e Par­tido Democrático Social (PDS) – temos certeza de que os leitores percebem o busílis nisso. A invasão é orquestrada por um pool de partidos (PCB, PSTU, PSOL, PT…), tendo como aliados e apoiadores grupos anarquistas – como o Coletivo Bandeira Negra e Brigadas Populares -, sindicatos, e a flagrante participação de entes subversivos da UFSC, cuja cen­tral de ativismo remunerado com verba pública parece ser o Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA). O IELA tem vínculos com Cuba, Venezuela, Bolívia e o Foro de São Paulo – a grande orga­nização que congrega as esquerdas da América Latina, e luta para implementar o socialismo ao molde cubano em todo o continente. Professores e alunos desse instituto da UFSC estão intimamente ligados ao acampamento Amarildo. Um dos vários fatos que ligam a invasão à Universidade é a produção de vídeos que fazem propaganda do crime. Um deles foi produzido por Rubens Lopes de Sou­sa, formado em jornalismo e bolsista do IELA. Esse vídeo foi publicado no canal do Youtube de Elaine Tavares, professora do curso de Jornalismo e pesquisadora do Instituto. Nildo Ouriques, professor de Economia na instituição e membro fundador do IELA, comentou e distribuiu o vídeo nas redes sociais, expressando seu total apoio à invasão. Em 2010 Ouri­ques ficou seis meses na Venezuela, em atividade oficial ligada ao Instituto, como membro assessor do Banco Central de Hugo Chavez. No informe oficial do IELA consta que, durante essa atividade junto à principal instituição financeira da Venezuela, Ouriques estudou “a relação entre a Política Cambial e a Teoria do Desenvolvimento”. Por ironia, três anos depois sobreveio um brutal desabasteci­mento e passou a faltar até papel higiê­nico no país que Nicolás Maduro herdou de Chávez.

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O IELA é uma das principais entida­des promotoras de doutrinação comu­nista da UFSC, possuindo convênios de cooperação com diversas universidades estrangeiras, principalmente em paí­ses comunistas, destacando-se Cuba, Venezuela, Bolívia e China. O Instituto também promove regularmente eventos para a difusão da ideologia comunista no meio acadêmico, como a Semana Paulo Freire e as Jornadas Bolivarianas. A quarta edição das Jornadas, em agos­to de 2013, contou com a presença de Carlos Rodríguez Almaguer, um agente da ditadura cubana dos irmãos Castro. Em seu currículo, divulgado na página oficial do evento, consta que Almaguer é membro do Foro de São Paulo, tendo participado da Comissão da Juventude do congresso do Foro ocorrido em 2006, na Venezuela. Oportuno lembrar que em novembro do ano passado o curso de Letras da UFSC chegou a anunciar palestra remunerada com o terrorista Cesare Battisti, condenado na Itália por quatro homicídios como guerrilheiro da organização Proletários Armados pelo Comunismo. Essa ligação entre a UFSC e a Ocupação Amarildo, com a aca­demia fornecendo apoio logístico e na comunicação, produzindo vídeos para o Youtube e divulgando a invasão nas redes sociais, configura gravíssimo caso de apologia ao crime por funcionários públicos. Imagens comprovam que até veículos oficiais da Universidade foram usados na invasão.

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Comunismo só sobrevive da miséria

A ação foi muito bem articulada. Os florianopolitanos foram pegos de surpresa quando, na madrugada do dia 16 de dezembro, uma grande extensão de terra ao longo da rodovia SC 401 – que liga o Centro da cidade aos balneários no Norte da Ilha – foi iluminada pelos faróis dos veículos que traziam os primeiros invasores. Antes mesmo que o sol nascesse os barracos já estavam erguidos e nascia uma nova favela: já são quase 70 na cidade, grande parte delas geradas sob a mesma gênese: invasões de áreas públicas e privadas. Sem novidade: é o comunismo exterminando a propriedade privada e pro­pagando a miséria por onde passa. Nos dias seguintes, estudantes de Agronomia auxiliaram os invasores a iniciar a plantação de uma horta. Outros alunos da UFSC ajudaram na construção de barracos de bambu cobertos por plástico preto. O nome Ocupação Amarildo é referência ao servente de pedreiro que desapareceu no Rio de Janeiro e transformou-se em ícone da esquerda caviar, tratado como um “mártir da revolução”, vitima da ‘’opressão do sistema’’ representa­da pela PM. Artêmio Paludo entrou com o pedido de reintegração de posse, deferido uma semana depois pelo juiz Fernando Vieira Luiz, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

A imprensa dividiu-se: a Rede Ric imediatamente assumiu posição editorial crítica e adotou a expressão “invasão”. A redação da RBS insiste em seu “isentismo a favor” dos excluídos do capitalismo selva­gem que só agridem a lei por causa dos problemas sociais, substituin­do tanto quanto possível a palavra invasão por “ocupação”.

Juiz diz que invasores são pessoas que respeitam as leis

Os invasores comemoraram quando, no dia 20 de janeiro, apesar do parecer contrário do Ministério Público, Vieira Luiz transferiu o processo para Jefferson Zanini, juiz agrário de Santa Catarina, que marcou uma audiência “conciliatória” para quase 20 dias depois – 7 de fevereiro. Zanini proibiu qualquer ação da PM na área invadida até que a Justiça decidisse que medida tomar. A ironia é que “a Justiça” já havia decidido que medida tomar, quando o juiz Vieira Luiz de­terminou a imediata reintegração de posse, decisão ignorada pelas autoridades, de olho nas urnas e acovardadas pelos bárbaros.

Os criminosos divulgaram declarações elogiosas do juiz Jefferson Zanini à Ocu­pação Amarildo, feitas na abertura de uma assembleia dos invasores para a qual o juiz foi convidado… e compareceu: “… quero cumprimentar também pela organização. É realmente um acampamento modelo pela forma de organização. Pude verificar que a decisão que eu proferi está sendo cumprida, mostra realmente que vocês são pessoas que respeitam a lei, e que estão aqui como cumpridores das determinações judiciais.” Para a opinião pública, a imprensa divulgou que a presença do juiz no acampamento era uma visita preparatória da audiência de con­ciliação que seria realizada dois dias depois.

A invasão da propriedade também conta com apoio explícito do governo federal, por meio do INCRA, segundo afirmou Rui Fernando da Silva, o chefe da invasão. Num vídeo ufanista, de propaganda do crime co­metido, produzido pelo curso de jornalismo da UFSC, Rui garantiu que “o INCRA já se posicionou favorável às negociações com a gente”. De fato: as imagens do ouvidor agrá­rio que esteve no local da invasão, Fernando Lúcio Rodrigues de Souza, sugerem mais um militante dos ditos movimentos sociais que perpetraram a ação do que um servidor público federal que deve garantir o império da Lei. Souza proferiu palavras de ordem com direito a aplausos e gritos da plateia, declarando que a invasão era legitima e que os invasores teriam seus direitos garantidos.

Imbituba: R$ 2 mil para cada dez famílias recrutadas

Filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), o comandante dos invasores da propriedade na SC-401, Rui Fernando da Silva Junior (49), já foi empre­sário no Campeche mas é apo­sentado da Casan. Rui justifica candidamente que o único mo­tivo para as pessoas “optarem” pela invasão é a necessidade de ter uma moradia digna. Mas não explica qual a dignidade de morar em um imóvel que é fruto do crime. É compreensível: Rui Fernando tem ampla experiên­cia adquirida no próprio MST, em nível nacional. É pratica­mente um invasor profissional e não é propriamente um desconhecido no Juizo Agrário de Santa Catarina. No final de janeiro de 2010 ele foi preso com outros dois comparsas em Imbituba depois de dois meses de investigações de um plano do MST, cujos membros circulavam na região recrutando famílias para invadir uma área de 200 hectares, propriedade federal, Zona de Processa­mento e Exportação (ZPE) e do BNDES. O MST garantia a infraestrutura necessária: água, luz e cestas básicas. Cada líder comunitário que recrutasse dez famílias para a invasão recebia R$ 2 mil de prêmio.

A notícia foi manchete na­cional. A ação conjunta entre o MP e a PM culminou na decre­tação judicial de quatro prisões preventivas: o coordenador estadual do MST, Altair Lavratti, foi preso em uma reunião em que PMs à paisana se passa­vam por gente que atendia o recrutamento do grupo, dispos­tos a participar das invasões. Rui Fernando da Silva Júnior e a sindicalista Marlene Borges se entregaram no dia seguin­te. Outro sindicalista, Dilson Ramos, ficou foragido. Um documento assinado por 25 advogados de esquerda – entre eles Robson Luiz Ceron, agora defensor dos invasores do terreno na SC-401 e presença assídua em casos semelhantes – solidarizou-se com os presos e condenou a “criminalização do MST”. Em outro docu­mento, cerca de 50 entidades sindicais, representantes de universidades, professores, partidos políticos, deputados e juristas esquerdistas protesta­ram contra as prisões. Poucos dias depois os quatro acusados foram beneficiados por habe­as corpus e o assunto saiu da pauta da imprensa tradicional, aparentemente para nunca mais ressurgir, como se cons­tata na cobertura da invasão em Floripa, em que o episódio de Imbituba foi solenemente ignorado.

 Santa Cecília: mandado de reintegração forçada

Fernan­do da Silva Junior e outros dois comparsas celebraram acordo judicial transitado em julgado, em ação de reintegração de posse de área invadida pelo MST, pertencente à empresa Faquibrás Agroindustrial Ltda., em Santa Cecília, no Vale do Rio do Peixe. Como no caso recente, em Florianópolis, o juiz de Santa Cecília também declarou-se incom­petente para julgar a ação e enviou o caso ao Juízo Agrário. No acordo, os invasores se comprometeram a desmanchar volunta­riamente o acampamento até o dia 30 de março de 2013. Mas muitos permaneceram. Em julho de 2013 a Faquibrás denunciou o descumprimento do acordo, e o juiz agrário considerou “esgotados os meios alternativos de resolução de conflitos”, determinando o “necessário cumprimento coercivo da senten­ça” com expedição de mandado de reinte­gração forçada. Numa última tentativa de garantir o cumprimento pacífico e tranquilo da reintegração, o magistrado autorizou o oficial de Justiça a negociar a desocupação volun­tária num prazo de cinco dias. Mas muitos invasores persistiram. Em dezembro o juiz determinou a reintegração forçada, requisi­tando ao Comando da PM-SC a promoção “com urgência”, do “planejamento e a exe­cução de operação policial para garantir o cumprimento do mandado”. Os relatórios de desocupação total, realizados pela Polícia Ambiental, foram entregues ao Juizo Agrário no dia 7 de fevereiro.

Invasores devem sair até o dia 15 de abril

Estarão os métodos para recrutamento de invasores flagrados em Imbituba sendo aplicados em Florianópolis? Há indícios de que sim, a começar pela liderança. Os vídeos publicados no youtube demonstram que há uma sofisticada operação de logística por trás do acampamento Amarildo. Ônibus de turismo foram fretados para transportar supostos indígenas para lá. Eles não são pro­venientes da aldeia do Morro dos Cavalos, mas vêm de outros estados. Sabe-se que há argentinos recém chegados à cidade vivendo no acampamento. Os líderes da invasão de­claram haver 750 famílias nos barracos, num cálculo de duas pessoas por família, o que totalizaria 1,5 mil pessoas. Mas fontes oficiais asseguram que o número real de pessoas é muito inferior ao informado pelos cabeças da invasão. Um relatório preliminar da policia informa que há 350 barracos no terreno inva­dido, mas muitos deles estão aparentemente vazios. Estrategicamente, eles foram cons­truídos formando uma rua única paralela à SC 401, para assim dar a impressão a quem passe pela estrada de que a ocupação é bem maior do que de fato é. Nos próprios víde­os publicados na Web fica claro o pequeno número de pessoas que circulavam entre os barracos e tendas. Há estimativas de que pouco mais de cem pessoas realmente estão vivendo no local. Mas é certo que os man­dantes da invasão estão organizados para que, caso seja necessário, outras 1,4 mil pes­soas surjam rapidamente no local para lutar contra a reintegração de posse: um acordo muito semelhante ao que foi celebrado entre o MST e a empresa Faquibrás, em Santa Cecília, foi assinado no dia 7. Os acampados em Florianópolis têm até o dia 15 de abril para deixar a área.

Profissionais de invasões, índios de araque

Outro individuo que faz parte da liderança da Ocupação Ama­rildo é Santolino Augusto Ferrei­ra que liderou outra invasão do MST, denominada “Sem Teto”, em Quedas do Iguaçu, no Paraná. O acampamento de Quedas é conhecido na cidade pelas várias ocorrências policiais. Numa delas, em janeiro de 2013, foram apre­endidas drogas, armas e muni­ções de uso restrito, de diversos calibres, incluindo espingardas 12. Em janeiro do ano passado Santo­lino também teve uma passagem policial em Quedas do Iguaçu por porte ilegal de arma.

Já Cristiano Mariotto, codinome “Índio”, que liderou a passeata de protesto dos invasores pelo Centro de Floripa, no dia 7 último, data da audiência no Fórum, faz mestrado na UFSC e é um conhecido agita­dor profissional ligado ao vereador petista Lino Peres. Mariotto puxou a passeata fantasiado de indígena, de cocar e tudo, bolsa capanga a tiracolo, rádiocomunicador e ócu­los de grife.

Na manifestação em frente ao Fórum havia uma grande tenda montada, caminhão de som de comício político, veículos de apoio, seguranças usando rádio para monitorar a movimentação, uma grande caixa d’água cheia de gelo e água mineral. Toda a organi­zação é muito profissional, com músicas, hino do MST, palavras de ordem, bandeiras do PCB e PSTU. E, é claro, muitos universitários e servidores da UFSC misturados aos militantes. Ainda assim, no to­tal havia em torno de 200 pessoas. Pergunta: onde estariam as 750 famílias? Gazetaram a manifesta­ção?

É óbvio que um movimento de pobres sem terra e trabalho não teria condições para mobilizar toda essa logística muito menos dinhei­ro para pagar tudo isso.

 Exploração da pobreza

Como sabemos, os comunistas defendem a destruição do conceito da propriedade privada em beneficio do coletivismo. Com a ocupação Ama­rildo não é diferente. Numa de suas declarações, Rui Fernando afirma que o objetivo das invasão é a criação de uma comuna da terra, na qual a propriedade privada será abolida. Roubam terras particulares com a desculpa de fazê-lo em nome de um suposto “uso social”, mas é óbvio que gerar favela nas cidades e no campo não pode ser considerado “uso social da terra”, nem mesmo como simples forma de pressão.

O acampamento Amarildo, portan­to, pode ser qualquer coisa, menos um movimento espontâneo das mas­sas miseráveis. Muito pelo contrário, o que se vê é a exploração da pobre­za por grupos com muita influência, poder e dinheiro, que promovem invasões de terra para ganhos polí­ticos dos que defendem um socialis­mo que nunca deu certo.

FONTE: Jornal Ilha Capital

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