As mentiras de Lola, a feminista

Marcelo Carvalho*

Sem as devidas evidências, tudo que Lola Aronovich afirma é falso, e quaisquer acusações que ela faça a uma pessoa constituem-se, neste caso, calúnia e difamação

Quem é Lola? Há aquela menininha que acha que pensa como gente grande e tem um irmãozinho de nome Charlie, sempre paciente em compreender o mundo de criança de sua irmãzinha.

lola e charlie

Recentemente, me informaram que existe uma outra Lola, mulher robusta e ponto de referência entre as feministas do Brasil, que em Dezembro de 2013 escreveu em seu blog as seguintes linhas:

Outro fato importante e não sei se você já sabe é que um professor participa desse grupo UFSC [UFSC Conservadora]. Ele se assume integralista e apresenta um comportamento extremamente preocupante (episódio de briga e agressão com funcionários em greve da UFSC e protesto contra a vinda do Cesare Battisti são exemplos de atuação desses grupos de direita; apesar do professor não aparecer nas imagens, divulga amplamente e mostra-se em concordância).

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/12/o-que-acontece-quando-direita-tem-poder.html

Desconheço qualquer agressão a funcionário em greve da UFSC, um fato que não ocorreu, tendo sido uma mera tentativa, por parte de alguns, de criminalizar os estudantes que se mobilizaram para desobstruir as entradas dos campos que estavam bloqueadas por correntes postas pelos grevistas.

Contudo, se Lola Aronovich afirma que realmente houve uma agressão ela deve ser capaz de apontar:

– O nome do funcionário supostamente agredido (houve algum Boletim de Ocorrência?);

– Onde e em que circunstâncias ocorreu a suposta agressão;

– Quem supostamente agrediu o funcionário.

Ficam aqui, publicamente, este três questionamentos a Lola sobre o crime do qual ela me acusa.

Sem as devidas evidências, tudo que Lola Aronovich afirma é falso, e quaisquer acusações que ela faça a uma pessoa constituem-se, neste caso, calúnia e difamação. Ora, em se tratando do mundo das feministas, não é nada incomum tais práticas e, portanto, fica nítido as razões da posição de destaque dessa senhora no ideário das feministas.

Uma vez que desconheço qualquer outro integralista da UFSC que tenha se oposto a vinda do terrorista Cesare Battisti ao Brasil, só me resta acreditar que Lola Aronovich se refere a minha pessoa quando fala da concordância e divulgação de agressões a terceiros, o que afirmo ser  absolutamente falso.

Não conheço essa tal de Lola Aronovich, mas conheço a criancinha Lola, irmã do Charlie. Ora, se uma criança se comporta mal cabe ao adulto responsável dar-lhe uma correção compatível com o fato de crianças ainda não terem uma inteligência totalmente formada. Em se tratando de uma mulher adulta, que teoricamente já tem uma inteligência formada (sem entrar no mérito do grau de avanço que tal inteligência atingiu), a correção é de outro nível. A justiça deve seguir seu curso inabalável que se ampara na verdade, e isso será o grande desafio para Lola Aronovich: mostrar que está falando a verdade.

* Marcelo Carvalho é professor do departamento de Matemática da UFSC.

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