O construtivismo e a incompetência escolar

 Alessandro Barreta Garcia
 
Segundo Sebra e Dias (2011), o construtivismo endossa uma educação pela incompetência. Para estas autoras este movimento educacional é um dos principais responsáveis pelos baixos níveis educacionais nos testes internacionais. Destacam ainda que o movimento construtivista é rejeitado pelos principais países no mundo.

Uma frase muito usada pelos construtivistas é “ninguém ensina ninguém, o aluno constrói o seu próprio conhecimento”. Dito isto, Oliveira (2002) observa que estes termos se aplicam no universo comum entre os construtivistas, e nesse sentido se apresentam como uma verdade indubitável.

Dessa frase acima fica evidente a pretensão ilógica do construtivismo, pois só é possível ensinar aquilo que dominamos, sabemos, apreendemos, de forma que só ensinamos aquilo que a – priori sabemos. Essas são as referências, as bases sólidas do conhecimento. Negar este fato é negar a própria existência humana. Negar a filosofia e toda a teoria do conhecimento. Negar a história do conhecimento.
A tal construção do sentido nega o que Carvalho (2012) já preconiza. Em Oliveira (2002) identificamos que o construtivismo afasta-se radicalmente do imutável:

Os demais níveis de organização da linguagem que subjazem à semântica – tais como o nível fonológico, ortográfico, morfológico, sintático – simplesmente não seriam considerados importantes. Mas, aparentemente, não se trata de mera questão de ênfase ou apenas de dúvida metodológica (OLIVEIRA, 2002, p. 10).

Como observamos, o construtivismo incide sobre a possibilidade fantasiosa de ensinar a ler apenas pela imaginação de se construir saberes por meio da busca variável dos diferentes sentidos. Fogem do comum, do básico, da leitura e da escrita. Foge do tradicional ou da razão.
 
Referências
 
CARVALHO, O. O novo imbecil coletivo. Diário do Comércio, 30 de outubro de 2012. http://www.olavodecarvalho.org/semana/121030dc.html
OLIVEIRA, J. B. A. Construtivismo e alfabetização: um casamento que não deu certo.  Ensaio, vol. 10, p. 161-200. Rio de Janeiro. 2002.
 
SEBRA, A. G, DIAS, N. M. Métodos de alfabetização: delimitação de procedimentos e considerações para uma prática eficaz. Rev. Psicopedagogia, 28 (87) 306-320, 2011.

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